sábado, 30 de junho de 2018

Resenha de Márca Denser sobre o livro Planeta Favela, de Mike Davis

Márcia Denser escreveu uma resenha sobre o livro Planeta Favela (https://books.google.com.br/books?id=KYamjgjo1ZwC&lpg=PA5&hl=pt-BR&pg=PA5#v=onepage&q&f=false), de Mike Davis

Segue:

Eventos recentes têm chamado a atenção para a situação das populações faveladas, e por essa razão chamo a atenção para o livro Planeta Favela, do pesquisador e historiador Mike Davis (São Paulo, Boitempo, 2006), obra fundamental que se constitui em uma tremenda pesquisa – com tabelas, gráficos, estatísticas recentes – sobre o processo de favelização que ocorre paralelamente ao boom da urbanização no mundo todo. Ele diz: “As favelas, apesar de funestas e inseguras, têm um esplêndido futuro. Por um breve período o campo ainda conterá a maioria dos pobres do mundo, mas essa honra às avessas será transmitida para as favelas urbanas por volta de 2035. Dois bilhões de favelados em 2030 é uma possibilidade monstruosa, mas os pesquisadores da ONU advertem que já em 2020 a pobreza urbana do mundo chegará a 50% do total dos moradores das cidades”.

terça-feira, 26 de junho de 2018

Emílio Figueira e sua trajetória de superação

Jornal GGN – A paralisia cerebral chega a atingir cerca de 150 mil brasileiros todos os anos, segundo um levantamento do Hospital Israelita A. Einstein.  Foi no final dos anos 60, quando nasceu, que Emílio Figueira se viu frente à deficiência motora, que apesar da complexidade não foi capaz de limitar sua vida e a escrita.

Hoje, aos 50 anos, Figueira acaba de lançar “Confissões De Um Bom Malandro”, uma obra sobre sua trajetória e que está disponível na versão digital gratuitamente, em seu site. Essa é mais uma publicação, entre os 74 títulos assinados pelo cientista.

sexta-feira, 25 de maio de 2018

"Rés do couro"




Relato do sonho desta noite:

Muita chuva.....processos no interior de um carro.....o gestual ao fechar o guarda-chuva para entrar no carro....um garçom comenta sobre o "rés do couro", essa gente que sabe manobrar gurda-chuva....

Ao acordar busquei pela frase do sonho "rés do chão", que pode ser lido, também, como "ralé do couro"...


Ao buscar pela frase "rés do couro" apreendida nesta noite, cheguei a este livro








sábado, 5 de maio de 2018

Trade Lights, por Márcia Denser

TRADE LIGHTS (in Toda Prosa II )
MARCIA DENSER
Adriana,
23:00 horas. O relógio deu uma volta completa sem que eu pudesse detê-lo, de forma que inapelavelmente é noite outra vez, ou seja, um insulto, golpe desferido à traição pelos ponteiros do relógio, bicos vorazes a perfurar-me miudamente e de vários pontos da cidade, notadamente os luminosos.

No entanto, restam-me ainda alguns ínfimos prazeres, como contemplar teus lábios quando pronuncias meu nome, traçando no ar a curva palavra de sempre. Tu, sem o saber, me devolves ao rol dos vivos, suave e abstrata Adriana, ainda a sobrescritar envelopes endereçados ao ilustríssimo senhor Raul Kreisker, num papel cujo timbre evoca remotamente uma ave (águia? escaravelho? a impressão é péssima) contudo, quanto te sou grato pela delicada omissão do meu segundo nome, o ominoso Nepomuceno, omissão que não exclui a piedade, bem sei, como uma lembrança que se esquece cada dia mais um pouco, prenunciando o genuíno esquecimento, and yet, and yet...

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Literatura e ideologia, por Urariano Mota


Literatura e ideologia, por Urariano Mota
Esta semana, fui atraído para a leitura de um texto a partir do título. Lá em cima se escrevia: “Arte, literatura e ideologia”, de Juliana de Albuquerque. Pensei: “o que virá disso?”. Confesso que a esperança de ler um pensamento substancioso se misturava ao pessimismo do que poderia vir. Mas depois da leitura, apesar de haver perdido todas as esperanças, o resultado foi estimulante.  Me falei: o que mesmo eu poderia responder ao texto de Juliana de Albuquerque, doutora pela University College Cork? Confesso que não sei até agora nem por onde comece. Então façamos como o popular nordestino diz: vamos começar pelo começo.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Em defesa de Monteiro Lobato

Já que citei Monteiro Lobato, aqui um ótimo texto em defesa do escritor

Por Anarquista Lúcida:

Cito aqui uma longa passagem de um livro sobre ele que tenho em casa; pus em negrito o trecho que considero mais relevante:

Vem do choque com os colonos e com os caboclos que praticavam a queimada e a revolta de Lobato contra o regionalismo romântico, que exaltava o caboclo. Essa revolta foi materializada nos artigos “Velha Praga” e “Urupês”, que, quando finalmente publicados em livro, quatro anos depois, iriam provocar imensa celeuma nacional. Lobato acusava o regionalismo romântico de ser uma literatura fabricada na cidade por sujeitos que jamais tinham penetrado no campo: o caboclo mostrado em suas obras não passaria de um herdeiro do “índio” de Alencar, presenteado com as mesmas virtudes e grandezas, em completo desacordo com a realidade. Um tal regionalismo seria fruto do divórcio entre os brasileiros cultos e as coisas da terra, divórcio esse aumentado, segundo ele, pela massiva colonização mental, pela dependência em relação a tudo que viesse do exterior, e principalmente pela tendência ufanista nacional, que preferia ignorar os problemas e escondê-los sob capas de retórica.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

O download de livros gratuito



Livros de graça. Muitos.
http://virtualbooks.terra.com.br/freebook/freebook_traduzido1.htm
Pena que alguns foram retirados de lá, como o do
Maraux, Vincent
Pierre Victor Renault, Um pioneiro francês no século XIX
uma história fantástica.
Porém, este do governo parece ainda mais interessante para baixar livros gratuitamente:
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp


Paulo Kautscher disse:


120 livros acadêmicos para download gratuito - Imperdível!

A Universidade Estadual Paulista (UNESP), através da Cultura Acadêmica (um dos braços de sua editora principal), está disponibilizando 120 títulos acadêmicos em formato digital para download gratuito. Os livros estão divididos em 23 áreas do conhecimento e são voltados para estudantes de graduação e pós-graduação que precisam de material de apoio para desenvolver projetos acadêmicos.

Confira quais são os livros disponibilizados pela Cultura Acadêmica:

deste especial:
Fonte: Universia Brasil
"Educação não transforma o mundo. Educação muda pessoas. Pessoas transformam o mundo" – Paulo Freire

Alan Souza disse:


O Domínio Público foi mais uma vítima dos spamers e espalhadores de correntes, através de um e-mail maldoso que afirmava que o site seria desativado por falta de acesso. E ainda teve conhecido meu que teimou quando eu disse que o e-mail era falso. Jurava de pé junto (mesmo sem nenhuma fonte fidedigna ou prova) que o site seria desativado por falta de uso!
Venha para o PET - Programa de Erradicação dos Trolls. Não alimente os trolls no blog!

antonio francisco disse:

O Pierre Victor Renault que mencionei tem uma história inacreditável.
Não veio para o Brasil porque quisesse, mas aqui trabalhou como Engenheiro até adoecer.
Aí resolveu aprender mais sobre seus tratamentos de saúde e virou médico.

Enquanto engenheiro, aprendeu a língua dos índios de algumas tribos de Minas e fez um vocabulário, depois publicado por um conde francês.
O homem era um gênio, e - como todo gênio - acho que meio pirado. Vejam a história dele em
http://bdm.bce.unb.br/bitstream/10483/587/1/2004_EduardoRodriguesNogueiraGama.pdf

FONTE: http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-download-de-livros-gratuito


domingo, 1 de maio de 2011

O blog Livros de Humanas fora do ar

Por Clayton M Cunha Filho, em O Globo

Suspensão de blog com livros piratas cria discussão na web

Uma mensagem de violação dos termos de uso anunciou semana passada aos milhares de visitantes diários do blog Livros de Humanas a suspensão da página, que era hospedada pelo Wordpress. Criado em 2009 por um aluno da USP, o blog formou em pouco mais de dois anos uma biblioteca maior do que a de muitas faculdades brasileiras. Até sair do ar, reunia 2.496 títulos, entre livros e artigos, de filosofia, antropologia, teoria literária, ciências sociais, história etc. Um acervo amplo, de qualidade, que podia ser baixado imediatamente e de graça.

sábado, 30 de abril de 2011

As cidades e o tempo de leitura

Por Luiz Horacio, no LNO

Os projetos políticos atuais precisam urgentemente incorporar o valor "cultura" como uma coisa muito séria para a sociedade. A cultura é importantíssima para equilibrar a vida social e a formação da personalidade de seus indivíduos. É uma forma de saber. O conhecimento somente não basta. Já houve no Brasil uma preocupação bem maior com a política cultural. E quando falo de cultura, aqui, estou falando basicamente de leitura, de livros, e de espaços, lógico, como para a música e o teatro.


sexta-feira, 29 de abril de 2011

A VARIAÇÃO DIASTRÁTICA,..O que é isso

FABIANO SANTOS SILVA


RESUMO

Há várias línguas dentro da oficial. E no Brasil não é diferente. Cada região tem seus falares, cada grupo sociocultural tem o seu. Pode-se até afirmar que cada cidadão tem o seu. A essa característica da Língua damos o nome de variação linguística. Neste universo complexo da língua encontra-se a variação diastrática que corresponde ao estrato social, à camada social e cultural do indivíduo. Essa palavra é formada pelos seguintes elementos: “dia-“, prefixo grego que significa “através de, por meio de, por causa de”; “estrato”, radical latino que significa “camada”;“-ico”, sufixo grego, que forma adjetivos. Ela pode ocorrer na fonética: ex: bicicreta, adevogado etc. “presunto” no lugar de “corpo de pessoa assassinada” é variação diastrática lexical... Enfim a língua e criativa, dinâmica e necessária para o desenvolvimento humano.
Palavras- chaves: Linguistica. Diastrática. Língua. sociocultural.


quinta-feira, 28 de abril de 2011

O menino de Guantánamo

Por Nilva de Souza, no LNO

Do Diário do Centro do Mundo

O menino de Guantanamo

27th abril2011
written by Paulo Nogueira

O horror

Quer saber como Guantanamo se tornou o horror que é?

Leia “Guantanamo Boy”, da escritora inglesa Anna Perera. Uma versão em português foi lançada no Brasil pela Editora Agir.

Baixei a edição original no Kindle com um mero clique. Uma espécie de milagre da aparição literária.

É uma ficção baseada na realidade. Khalid é um adolescente inglês. Seus pais são paquistaneses, e acabaram indo para a Inglaterra, como tantos conterrâneos, para fugir da miséria de seu país. Para os ingleses era uma coisa boa, porque os imigrantes representavam mão de obra barata para funções humildes que os nativos não estavam nem um pouco interessados em realizar eles próprios.

Khalid vai visitar a terra dos pais.